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SÓ OUÇO O MEU CORAÇÃO BATER QUANDO CHOVE

Num espaço, amplamente dominado pelo branco, põe-se em cena o eloquente diálogo do verso – La pierre n’entend son coeur battre que dans la pluie, (“A pedra não ouve o seu coração bater senão com a chuva”) – do poeta Malcolm de Chazal (1902-1981), com a divindade que se projecta numa pedra metamorfoseada, no caso, um basalto que terá penetrado num calcário fossilífero, englobando-o em si. Junto a esta poderosa imagem que ostenta um significativo claro-escuro, fruto do trabalho paciente do tempo que define uma “frase silenciosa” a desvendar, deixa Miguel Buzaglo registadas as suas palavras, reveladoras do seu envolvimento poético com o diálogo por ele encenado: Só oiço o meu coração bater quando chove.

 

Maria do Carmo Vieira - Jornal Público 6/11/2023
 

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